sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O Que é uma Organização?

O Que é uma Organização?

Uma organização é o conjunto de duas ou mais pessoas reunidas para, individual ou coletivamente, utilizando os recursos e meios disponíveis e atuando de forma coordenada e controlada, empreender esforços com o intuito de atingir objetivos previamente determinados. Suas funções básicas são planejar (prever), organizar, dirigir, coordenar e controlar as atividades direcionadas para os objetivos.


Uma organização é um sistema aberto que pode ser composto por subsistemas. Estes podem estar arranjados em setores, seções, departamentos, entre outras. As subdivisões ou subsistemas muitas vezes desenvolvem culturas próprias, que, entretanto, permanecem vinculados a uma cultura organizacional mais ampla, sendo por ela orientados. Em outras palavras, a cultura organizacional se sobrepõe às culturas dos subgrupos que se formam no interior da organização.
Sistema Aberto


Cada organização se encontra inserida em um sistema/contexto mais amplo. Ela deve estar preparada para enfrentar constantes mudanças sociais, políticas, econômicas, tecnológicas, ambientais, etc. Assim, para sobreviver, ela precisa adaptar-se constantemente às alterações nos processos externos (relação com os mercados fornecedor e consumidor, com os diferentes níveis de governo, com os investidores, com as demais organizações, com a sociedade em geral, etc.) e nos internos (relação com os funcionários, com fornecedores e parceiros, com a produção, com prestadores de serviços, etc.).



Muitas vezes, não é fácil, quer por apegos a antigas tradições, quer por incapacidade financeira, tecnológica ou administrativa, implementar as transformações necessárias. Assim, agilidade, ousadia e flexibilidade constituem, atualmente, elementos essenciais para o bom desempenho das organizações.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Mais Getúlio Vargas

Olá Pessoal,

Na disciplina Teorias da Administração Pública tivemos uma tarefa na qual deveríamos responder um questionário. Uma das perguntas era justamente sobre a Era Vargas, lembram? Eu copiei a pergunta e a resposta e as apresento abaixo.

3. Por que os anos 1930 foram importantes para a história da Administração Pública no Brasil? Quais são as marcas deixadas pela Administração Pública Burocrática implantada a partir de então?




Em decorrência do sufocante Estado patrimonial, da falta de qualificação técnica dos servidores, da crise econômica mundial que explodiu em 1929 e da difusão da teoria keynesiana – que pregava a intervenção do Estado na Economia –, o governo autoritário de Vargas resolve modernizar a máquina administrativa brasileira através dos paradigmas burocráticos difundidos por Max Weber (modelo racional-legal). O auge dessas mudanças ocorre em 1936 com a criação do Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP), que tinha como atribuição modernizar a máquina administrativa utilizando como instrumentos a afirmação dos princípios do mérito, a centralização, a separação entre público e privado (em resposta ao patrimonialismo), a hierarquia, a impessoalidade, a rigidez e universalidade das regras e a especialização e qualificação dos servidores.

Principais Marcas da reforma administrativa dos anos 30 são:

 Ingresso no serviço público por concurso;

 Critérios gerais e uniformes da classificação de cargos;

 Organização dos serviços de pessoal e de seu aperfeiçoamento sistemático;

 Administração orçamentária;

 Padronização de compras do estado;

 Racionalização geral de métodos;

 Órgãos reguladores - Conselhos, comissões e institutos.


Cabe ressaltar que o Estado produtor também ganhou impulso durante o governo Vargas, notadamente com a criação da Cia. Siderúrgica Nacional.

Que é CULTURA?



Olá Pessoal,

Como já sabemos devemos analisar alguns filmes sob a perspectiva dos conceitos da apostila de Cultura e Mudança Organizacional. Assim, decidi fazer uma resenha do primeiro capítulo da referida apostila.

O que é cultura?

Cultura é uma construção social, ou seja, uma construção coletiva. Ela resulta de um aprendizado condicionado socialmente. Ela é  apreendida, transmitida e compartilhada com os novos membros do grupo. A este processo de assimilação de uma cultura dá-se o nome de endoculturação.  Não é, pois, algo que surge espontaneamente ou ao acaso no interior dos grupos e que passe espontaneamente de geração a geração.

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A cultura cumpre objetivos ideológicos, serve como instrumento de dominação de classes. Nesse sentido, constitui importante instrumento de poder e de legitimação da ordem.

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No processo de endoculturação, códigos coletivos são assimilados. Os membros de um grupo social tornam-se produtos do meio em que crescem; conformam-se aos seus padrões e, com isso, submetem-se a um processo de integração ou de adaptação social. De modo insensível, tudo aquilo que lhes foi inculcado é reconhecido como natural ou normal.  



 A partir daí, quaisquer outras maneiras de ser lhes parecem estranhas e até inaceitáveis. Eis por que indivíduos provenientes de diferentes sociedades, ou oriundos de diferentes meios sociais, são facilmente identificáveis pelas suas formas peculiares de agir, sentir e pensar.

As Duas Concepções de Cultura segundo Santos (1994)

1)    a) Cultura é tudo aquilo que caracteriza a existência social de um povo ou de uma nação ou de grupos no interior de uma sociedade. Constitui, portanto, a totalidade das características de uma realidade social.

2)    b) Cultura é o conjunto de conhecimentos, idéias e crenças e a maneira como estes existem na vida de um grupo social. Nesse caso, a cultura diz respeito a uma esfera, a um domínio da vida social. Trata-se, portanto, do conhecimento que a sociedade, o povo, a nação ou o grupo social tem da realidade e da maneira de expressar esse conhecimento (a arte, a religião, os esportes, a tecnologia, a ciência, a política...).

Mas, segundo o autor, é do relacionamento entre essas duas concepções básicas que se origina a maneira de entender a cultura de um grupo social.

O mesmo autor chama a atenção para o fato de que a cultura é dinâmica:

“A cultura é uma dimensão do processo social e da vida de uma sociedade.(...)  Não é apenas uma parte da vida social, como, por exemplo, se poderia falar da religião. Não se pode dizer que cultura seja algo independente da vida social, algo que nada tem a ver com a realidade onde existe. Entendida desta forma, cultura diz respeito a todos os aspectos da vida social, e não se pode dizer que ela exista em alguns contextos e não exista em outros.”

Ele também afirma que:

“a cultura é uma construção histórica, seja como concepção, seja como dimensão do processo social. Ou seja, a cultura não é algo natural, não é uma decorrência de leis físicas ou biológicas. Ao contrário, a cultura é um produto coletivo da vida humana. Isso se aplica não apenas à percepção da cultura, mas também à sua relevância, à importância que passa a ter. Aplica-se ao conteúdo de cada cultura particular, produto da história de cada sociedade.”

Cultura é um território bem atual das lutas sociais por um destino melhor.

Santos, J. l. O que é cultura. São Paulo: Brasiliense, 1994. 89 p.


Em breve, vou postar uma discussão sobre o conceito de organização social.

[ ]´s

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Interpretações da Era Vargas (antes do Estado-Novo)



Interpretações do 1º Governo Vargas (1930-1945) como impulsionador do desenvolvimento econômico no Brasil

a)    a) Villela & Suzigan (1973) e Peláez (1971): a política econômica do governo federal foi apenas uma reprodução dos postulados econômicos que dão ênfase à austeridade nas contas públicas. Eles vêem certo continuísmo na prática do 1º governo Vargas em relação à ortodoxia monetária e cambial da República Velha. A industrialização seria conseqüência da aplicação da ortodoxia monetária.
b)       
A  b) A clássica interpretação de Furtado (1977) enfatiza a utilização das políticas monetária e cambial (desvalorização da moeda) como principais instrumentos adotados pelo governo para a enfrentar a crise. Este autor considera que a associação de importação cara com baixos juros favoreceu o crescimento de um setor industrial nacional. Assim, propõe que o desenvolvimento industrial foi apenas um “subproduto” destas políticas.
c)       
 c)  c) Este trabalho (Carraro e Fonseca) defende que o estímulo ao desenvolvimento industrial foi consciente. Afirma que a atuação do governo Vargas, ao propor uma nova forma na circulação da renda, é um exemplo claro de desenvolvimento econômico baseado no processo de destruição criadora de Schumpeter.
Schumpeter


O que seria “destruição criadora?

Existe um “processo de mutação industrial” que revoluciona a estrutura econômica a partir de dentro, destruindo incessantemente o antigo e criando elementos novos. “É dele que se constitui o capitalismo e a ele se deve adaptar toda a empresa capitalista para sobreviver” (Schumpeter, 1942, pag.106).

A organização da produção, a combinação de novos insumos e a busca constante por novos produtos são, portanto, fundamentais para geração de desenvolvimento econômico.  Estas seriam funções próprias de uma rede de órgãos e instituições que seriam criadas com o objetivo principal de inserir no sistema econômico os incentivos necessários para que as empresas se lançassem continuamente na busca do novo, do desenvolvimento, não por decisões pessoais, mas por questão de sobrevivência.


Em “O Desenvolvimento Econômico no Primeiro Governo de Vargas (1930-1945)”, André Carraro  e  Pedro Cezar Dutra Fonseca mostram que o governo Vargas criou diversos órgãos e institutos que formaram um “Estado Inovador” responsável pelo desenvolvimento capitalista no Brasil. 

Vargas e a Elite Cafeeira
 
A economia mundial chegou ao fim da década de 1920 em profunda crise. A economia brasileira baseada, quase que exclusivamente na renda gerada no setor cafeeiro foi violentamente atacada. O poder político era exercido de forma alternada entre os paulistas (barões do café) e os produtores de leite (mineiros). Esta era a chamada política do café com leite. Havia, portanto, uma estrutura cíclica tanto na economia quanto na política. A revolução de 1930, comandada por Vargas, rompe com esta situação e reflete politicamente o efeito da crise econômica.


Vargas combateu à crise do setor cafeeiro, mas  não se restringiu à adoção de uma política econômica voltada à proteção da renda do setor cafeicultor. Vargas implementou também um projeto desenvolvimentista industrializante.

O governo Vargas voltou-se à implantação de um conjunto de políticas que já sinalizava para a ruptura com o modelo de economia baseada na monocultura exportadora. O governo federal optou pela adoção de câmbio desvalorizado que mantinha, no curto prazo, certa estabilidade na renda nominal dos cafeicultores, taxou as exportações de café em 20% e criou de um imposto de mil réis, cobrado sobre cada novo cafeeiro plantado no estado de São Paulo (Peláez, 1972). Enfim, uma política econômica que garantia a sustentação da renda nacional interna e, no longo prazo, desestimulava o aumento da oferta de café, reduzindo o hiato entre produção e consumo.

Simultaneamente, o governo afastou-se dos interesses da classe cafeicultora e aproximou-se de outros grupos sociais (membros da classe média urbana, tenentes e até mesmo de setores da burguesia agrária não-exportadora), projetando uma nova economia desenvolvimentista e industrializante.

A existência deste projeto, que passa a buscar o desenvolvimento do país não mais numa base agroexportadora, mas na construção de uma indústria nacional voltada ao mercado doméstico, caracteriza a ruptura com o antigo fluxo circular. Em certo sentido, Vargas procede a ruptura e insere a economia brasileira no complicado mundo da economia industrial capitalista.

Para que isto pudesse ser concretizado no Brasil dos anos 30, dada a ausência de capacidade empresarial habilitada e disposta a pôr em prática um conjunto de mudanças de vulto, o Estado Nacional assumiu a responsabilidade de formar, dentro do sistema existente, não só uma rede de órgãos com o objetivo de acelerar o desenvolvimento econômico, mas inclusive tentando transformar-se num Estado empresário, inovador. 

Istosignifica que o Estado criou instituições e tomou para si a responsabilidade pelas decisões econômicas. .
O governo de Vargas percebeu a necessidade de transformação nas ações estatais, entendendo que a ampliação da complexidade das relações econômicas necessitava da presença no Estado.

O governo de Vargas passou a investir na modernização da economia brasileira, via revisão das legislações que regiam tanto as relações sociais como as econômicas e, na criação de novos órgãos que tinham por objetivo planejar e concretizar as políticas públicas de planejamento da produção e distribuição. 

Entre 1930 e 1937, foram criados os seguintes órgãos ligados a um projeto de desenvolvimento industrial: 
  •  
  • Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, em 1930; 
  • Departamento Nacional do Trabalho, em 1931; 
  • Conselho Federal do Comércio Exterior, em 1934; 
  • Plano Geral de Viação Nacional 
  • Comissão de Similares, em 1934; 
  • Conselho Técnico de Economia e Finanças, em 1937,

todos eles com a função de pensar a organização e o desenvolvimento da indústria nacional.  

O processo de inovação estaria a cargo de instituições formadas por técnicos capacitados a desenvolverem atividades que levassem a descobertas de novas formas de combinação de insumos, ao aperfeiçoamento das técnicas de produção, a racionalização do processo produtivo e a uma distribuição eficiente do produto no mercado interno brasileiro. Para isto, foram criados diversos institutos e órgãos de pesquisa e empresas 

Entre 1930 e 1936, foram criados:
Instituto Geológico e Mineralógico do Brasil,
Estação Experimental de Combustível e Minérios, 
Instituto de Química, o Instituto Biológico Federal,
Laboratório Central e Indústria Mineral 

e, posteriormente, 
Instituto Nacional do Sal (1940),
Conselho Nacional do Petróleo (1938), 
Fábrica Nacional de Motores (1940), 
Conselho Nacional de Ferrovias (1941), 
Usina Siderúrgica de Volta Redonda (1943) 
Conselho Nacional de política Industrial (1944) 
Comissão de Planejamento Econômico (1944).

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Vale a pena ver de novo! Cidinha Campos

Deputada Estadual Cidinha Campos (PDT-RJ)




http://www.youtube.com/watch?v=q21rM03_R18

http://www.youtube.com/watch?v=pYWSudD21cE&feature=related


Vejam os exemplos flagrantes de nepotismo que ela cita no segundo vídeo. É por isso que pagamos tantos impostos e que eles querem reativar a CPMF!!

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http://blogducuelho.altoalegredopindare.com/wp-content/uploads/2010/05/cpmf-01_basta.gif

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Quem é José Ribamar? - Parte 5

http://saladamaejoana.files.wordpress.com/2009/07/sarney.jpg?w=500&h=344
Crie uma legenda criativa (não ofensiva)

Sarney teve atuação destacada durante o regime militar. Ele cresceu, politicamente, sob este regime.

Sarney foi membro da UDN; no Regime Militar foi Presidente da Arena e do PDS. Sempre foi fiel aliado do Governo, apesar  do partido sempre mudar de nome. Sem dúvida, ele é um dos maiores articuladores (politiqueiros) da história da política brasileira.

A sua "eleição" à (vice-) presidência é cheia de histórias.


A morte do Presidente eleito, Tancredo Neves, deixou um grande desgosto para os "vencedores". Afinal, depois de tanto lutarem para estirpar o poder das mãos dos militares e de seus apadrinhados civis, assistem Sarney (um dos maiores beneficiários da ditadura) tornar-se o primeiro presidente civil. 

Quando em 1988, Sarney viu o poder do Governo se esvair, mudou-se para o PMDB, partido nascido e criado na oposição ao Regime Militar, de 1964 a 1986.

José Ribamar, nome de registro de José Sarney, sempre esteve ao lado do poder. Ex-aliado de João Goulart, não pensou duas vezes para mudar de lado, a convite dos militares.

Nos bastidores, Sarney procurou sempre ser discreto. Considero-o um dos principais responsáveis pela total perda de identidade política do PMDB. É o principal responsável por conduzir o PMDB, tradicionalmente de oposição, para o lado de governos de ideologias radicalmente opostas.  É também personagem importante na criação do PSDB, pois aqueles que não suportaram a descaracterização do PMDB decidiram criar uma nova legenda.

http://mesquita.blog.br/wp-content/uploads/2009/07/BL-PL-Humor-Cartuns-Pizza-Collor-Sarney-e-Lula.jpg
Adicionar legenda

O poder da família é tão grande que em frente ao Tribunal da Justiça do Maranhão pode se vislumbrar a grande estátua do patriarca da família, lembrando o grande Júlio César, em Roma. Seu pai, Sr. Ney, deu seu nome ao filho. Conhecido como Sir Ney, passou, ao filho o nome Sarney.

Hoje Sarney só não detém o monopólio da comunicação, no Maranhão, porque existe a internet.